Pergunta 01
Para muitos pais, a creche ainda é vista como um sítio onde a criança fica bem cuidada. Concorda?
De todo. E é uma das coisas que mais gosto de explicar às famílias. Cuidar é essencial, claro, mas é só a base. O que acontece aqui todos os dias vai muito além disso: estamos, literalmente, a contribuir para a arquitetura do cérebro destas crianças.
Cada colo, cada brincadeira, cada momento de troca tem um propósito de desenvolvimento por trás. Não é conversa bonita, é rigor pedagógico.
Pergunta 02
O que é que se desenvolve tanto assim num bebé desta idade?
Praticamente tudo, e de forma impressionantemente rápida. Antes de dizerem a primeira palavra, os bebés já estão a absorver linguagem só por ouvirem falar, cantar, nomear as coisas à sua volta. Por isso falamos muito com eles, cantamos, damos nome a tudo o que fazemos. Essa riqueza de interação verbal hoje é vocabulário e pensamento mais tarde.
E depois há o lado emocional: é aqui que a criança aprende a confiar, a sentir-se segura, a regular as suas próprias emoções. Isso só acontece se houver uma relação verdadeira e consistente com o adulto de referência, não é automático.
Nenhuma destas áreas se desenvolve isolada das outras. Crescem ao mesmo tempo, e umas puxam pelas outras.
Estamos, literalmente, a contribuir para a arquitetura do cérebro destas crianças. Cada colo, cada brincadeira, cada momento de troca tem um propósito de desenvolvimento por trás.

E a parte mais física, motora? Também tem este peso todo?
Tem, sem dúvida. Um espaço pensado para o movimento livre, onde a criança pode gatinhar, trepar e explorar com o corpo todo, é essencial para o desenvolvimento motor.
Mas o que considero mais determinante é como isso se liga diretamente à autonomia: uma criança a quem damos espaço para tentar, e para falhar sem drama, ganha confiança nas suas próprias capacidades muito mais depressa.
Pergunta 04
Falamos muito em rotina na creche. Isso também tem um propósito de desenvolvimento?
Absolutamente. Uma rotina consistente não é rigidez pela rigidez, é dar à criança previsibilidade, e é essa previsibilidade que a ajuda a autorregular-se, a saber o que vem a seguir e a sentir-se calma.
Ao mesmo tempo, dentro dessa rotina, há sempre espaço para estímulo e novidade, porque a curiosidade é o motor de toda a aprendizagem futura. É um equilíbrio que cuidamos com muito cuidado, todos os dias.
Pergunta 05
Qual é a mais-valia de colocar o meu filho na creche do Colégio João Paulo II?
É uma pergunta que me deixa mesmo entusiasmada a responder, porque acredito genuinamente no que oferecemos aqui. Guiamo-nos pelas Orientações Pedagógicas para Creche, o referencial nacional homologado pelo Ministério da Educação para a faixa dos zero aos três anos, e isso dá-nos um enquadramento sério e atual para tudo o que fazemos.
Mas vamos além disso. Acredito que somos o contexto que garante a melhor qualidade física na região, e que somos verdadeiramente imbatíveis ao nível da qualidade pedagógica que oferecemos aos nossos bebés. A nossa oferta educativa é muito rica para esta idade, desde a música para bebés às aulas de inglês, sempre adaptada ao ritmo de desenvolvimento de cada criança.
É esta combinação, espaço de qualidade e proposta pedagógica exigente, que faz com que o desenvolvimento das crianças seja verdadeiramente potenciado por estarem neste contexto.

O que fazemos aqui não é só tomar conta. É o alicerce de todo o percurso educativo desta criança.
Pergunta 06
Olhando para a frente, o que é que este trabalho prepara na criança?
Prepara tudo o que vem depois. Nenhuma destas áreas, linguagem, emoções, motricidade, autonomia, existe isolada. É a soma de tudo isto, vivido num contexto de qualidade desde o berçário, que prepara a criança para o pré-escolar e, mais tarde, para o 1.º Ciclo.
Por isso digo sempre: o que fazemos aqui não é só tomar conta. É o alicerce de todo o percurso educativo desta criança. E isso é uma responsabilidade que levo muito a sério, com todo o carinho que estas idades pedem.
